Dívida
Dívida tributária do Botafogo social aumentou quase 80%; jornal detalha passivo total do clube, de R$ 3,5 bilhões
O aumento da dívida tributária do Botafogo foi notícia nos últimos dias devido ao impacto que causou em Gabriel de Alba, novo investidor da SAF.

Vítor Silva/Botafogo
O aumento da dívida tributária do Botafogo foi notícia nos últimos dias devido ao impacto que causou em Gabriel de Alba, novo investidor da SAF. O jornal “O Globo” trouxe números atualizados em reportagem publicada neste domingo (18/10).
Esse crescimento se deu na dívida tributária do clube associativo. O BFR saiu de forma voluntária do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), programa de refinanciamento, para não ser excluído após atrasos ocasionados na gestão John Textor. Com isso, o passivo saltou de R$ 280 milhões para R$ 500 milhões – um aumento de quase 80%.
Já a dívida tributária da SAF, empresa criada em 2022 para gerir o futebol do Botafogo e que estava sob batuta de John Textor, é de cerca de R$ 480 milhões. Ou seja, apenas na questão fiscal, a dívida total do Glorioso beira R$ 1 bilhão. Botafogo social e SAF negociarão de forma separada cada parte com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
A reportagem de “O Globo” afirma que fontes da SAF e do associativo dizem que a GDA Luma segue com intenção de assumir o clube, com novo aporte esperado nos próximos dias de US$ 7 milhões (cerca de R$ 35,5 milhões na cotação atual).
Dívida total é de R$ 3,5 bilhões
“O Globo” também trouxe um detalhamento da dívida total do Botafogo no momento, estimada em cerca de R$ 3,5 bilhões. Veja abaixo:
- Recuperação judicial da SAF: R$ 1,1 bilhão
- Dívida tributária da SAF: R$ 480 milhões
- Dívida tributária do social: R$ 500 milhões
- Empréstimos GDA Luma: R$ 500 milhões
- Recuperação extrajudicial do social: R$ 220 milhões
- RCE do social: R$ 140 milhões
- Empréstimos: R$ 100 milhões
- Demais passivos: R$ 460 milhões
O valor da GDA Luma acima refere-se aos aportes já realizados na SAF, que foram contabilizados como empréstimos, já que o fundo ainda não assumiu o controle de forma oficial. Segundo “O Globo”, isso vai mudar quando Gabriel de Alba de fato se tornar o novo acionista majoritário.
No detalhamento da dívida, já entram passivos assumidos pelo Botafogo com rescisões recentes de jogadores e treinadores e novas contrtações feitas após o pedido de recuperação judicial, além do provisionamento de receitas que ainda não foram registradas.
Por Redação NETFOGO · Como esta matéria foi feita
Fonte: FogãoNET
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