Ex-Botafogo, John Textor se defende após decisão na Justiça e acusa Iconic de ter “mãos sujas”

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Ex-Botafogo, John Textor se defende após decisão na Justiça e acusa Iconic de ter “mãos sujas”

Após ser condenado na Inglaterra a pagar cerca de US$ 100 milhões à Iconic, John Textor emitiu comunicado e disse confiar em ganhar a ação.

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Após ser derrotado na Justiça na Inglaterra nesta quinta-feira e condenado a pagar cerca de US$ 100 milhões à Iconic, John Textor emitiu um comunicado para a imprensa. Ex-controlador da SAF do Botafogo, ele disse ainda confiar em ganhar a ação.

Textor acusa a Iconic de estar com “as mãos sujas” e não acredita que a empresa sairá vencedora.

O comunicado da assessoria

Leia abaixo o comunicado da assessoria de John Textor. No primeiro trecho, ele afirma que a audiência tratou de defesas retiradas e que a decisão não deve ser considerada definitiva.

“A audiência realizada na semana passada tinha como objetivo apreciar defesas que retirei voluntariamente há mais de duas semanas. Por essa razão, ela sequer deveria ter sido necessária.

Uma decisão favorável à Iconic, baseada em defesas que já haviam sido retiradas, não deve ser considerada definitiva. Trata-se de uma decisão proferida ao término da fase preliminar do processo, e continuo plenamente no exercício do meu direito de apresentar minha defesa.

A tese de defesa: as “mãos sujas”

Também me surpreende o fato de o Tribunal ter determinado o cumprimento específico da obrigação (specific performance) neste estágio do processo, apesar das novas informações apresentadas sobre a conduta da Iconic em relação à destruição de valor da EFH Bidco.

Minha principal tese de defesa permanece a mesma: de acordo com o direito inglês, partes que agem com ‘mãos sujas’ (unclean hands) não têm direito ao cumprimento específico da obrigação. A Iconic, que atualmente é alvo de uma denúncia criminal na França, não reúne os requisitos necessários para obter essa medida.

Rejeito a ideia de que possa ser obrigado a adquirir ações da Iconic em uma entidade cujo valor foi destruído pelas próprias ações da empresa.

Continuo confiante de que a Iconic não terá direito ao cumprimento específico da obrigação quando o processo superar essas questões técnicas preliminares e o mérito da causa for plenamente analisado.”

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