Ex-scout do Botafogo recorda “megalomania” no início da era SAF com tentativas por Zahavi e Mertens
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Ex-scout do Botafogo recorda “megalomania” no início da era SAF com tentativas por Zahavi e Mertens

Raphael Rezende, ex-coordenador de scout, contou ao Storicast que o Botafogo buscou Zahavi e Mertens no início da era SAF com John Textor.

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Ainda nos primeiros meses da era SAF, com John Textor, o Botafogo queria passar um recado ao mercado e buscou nomes até então impensáveis. Ex-coordenador de scout do clube, Raphael Rezende recordou as tentativas por Eran Zahavi, então no PSV, e Dries Mertens, na época jogador do Napoli. Ambos já penduraram as chuteiras.

As tentativas por Zahavi e Mertens

Em entrevista ao “Storicast”, Rezende contou que o primeiro movimento fora da curva foi por Zahavi, que estava na Holanda, e que o clube também tentou Mertens, sem avançar nos dois casos.

– O primeiro movimento muito fora da curva, e isso era muito incentivado pelo John, eu não sei nem o que teria acontecido, mas tivemos um movimento forte pelo Zahavi, o israelense, que estava na Holanda e que também saiu fazendo gol de tudo quanto é jeito depois que a gente não fechou. Ele era companheiro de ataque do Carlos Vinicius (hoje no Grêmio). Não vingou, mas você imagina adaptar um israelense ao Brasil, com todo esse contexto… Para o John, isso era o de menos – lembrou Rezende, em entrevista ao “Storicast“.

Patrick de Paula e a mensagem ao mercado

Rezende citou a contratação de Patrick de Paula como um recado ao mercado e disse que o Crystal Palace validou o negócio, que mostraria a megalomania e a mudança de visão do Botafogo naquele momento.

– A gente viu o Dries Mertens, o belga, ponta da seleção e acabou não avançando. No início, a gente estava muito voltado a isso. Tanto é que a gente faz o Patrick de Paula, que meio que era para mandar uma mensagem para o mercado, assim: “Ó, o cara chegou e ele investe em jogador”. Foram seis milhões de euros por metade. Então, o negócio avaliava-o em 12. A conversa era nos seguintes moldes: jogadores jovens do futebol brasileiro, das principais equipes, que a gente consegue comprar. E aí tinha que fazer esse recorte. Aí o Crystal Palace valida o Patrick, porque já o tinha lista de observação deles. Mostra um pouco dessa megalomania, digamos assim, ou de uma mudança considerável do que era a visão do Botafogo, muito passando pelo John – completou.

O lado bom e o lado ruim

Raphael Rezende acredita que essa “megalomania” de John Textor teve o lado bom e o lado ruim, já que o Botafogo mudou de patamar, foi multicampeão em 2024, mas vive no momento uma crise financeira e administrativa. O ex-scout acredita que há profissionais de muita qualidade na SAF para reerguer novamente o clube.

– Eu escutava a seguinte frase: “Se o Botafogo for campeão brasileiro e da Libertadores e depois acabar, está tudo bem.” Aí, o clube quase acaba e a torcida fica desesperada. Ué, vocês não tinham falado que estava tudo bem? [risos] Mas agora tem que dar um jeito de botar nos trilhos de novo lá. O [Eduardo] Iglesias [CEO] que está tocando, o Brunno [Noce] foi meu parceiro nesses quatro anos e pouco, assumiu agora de vez o scout, é um profissional muito bom… O Deive [Bandeira] também, da parte negocial. A galera que ficou e quem toca o dia a dia é a galera que foi campeã ali atrás, sabe? Se as condições estiverem colocadas da melhor forma, a tendência é de que o trabalho volte a acontecer – apostou.

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