
Vítor Silva/Botafogo
Franclim Carvalho
Franclim vê elenco do Botafogo abaixo de quatro clubes no Brasil e compara situação com 2024: ‘É preciso uma gestão de expectativas real’
Em entrevista ao “Record”, Franclim Carvalho compara o Botafogo atual ao de 2024 e diz que o elenco está abaixo de Flamengo, Palmeiras, Fluminense e Cruzeiro.
Franclim Carvalho, técnico do Botafogo, disse em entrevista ao jornal português “Record” que o elenco atual não está entre os melhores do país e que é preciso uma gestão de expectativas real. Ele vive sua primeira grande experiência como treinador no clube, após ter sido campeão como auxiliar de Artur Jorge em 2024.
O técnico alvinegro respondeu sobre o que mudou no Glorioso em relação àquele ano e ressaltou a necessidade de gerir as expectativas.
O que mudou desde 2024
Franclim afirmou que o clube melhorou, citando as infraestruturas, os vestiários, a academia e uma nova parte do CT estreados em 2024, e disse que os objetivos precisam ser redefinidos porque jogadores e treinadores são diferentes.
– Mudou muita coisa! O clube melhorou, as infraestruturas melhoraram. Quando estive aqui, em 2024, estreamos os vestiários, a academia e uma nova parte do CT. O clube melhorou muito. Os objetivos do clube têm que ser definidos, porque as condições hoje em dia são diferentes. As infraestruturas são melhores, mas os jogadores são diferentes, os treinadores são diferentes… é preciso uma gestão de expectativas real – disse Franclim.
O elenco frente a quatro clubes
Segundo o treinador, em 2024 o Botafogo tinha um dos melhores elencos do Brasil, com condições para ombrear com Flamengo e Palmeiras. Neste ano, ele inclui Fluminense e Cruzeiro entre os clubes acima.
– Em 2024, se não tínhamos o melhor, tínhamos um dos melhores elencos do Brasil. Agora não é essa a realidade. Naquela altura, tínhamos condições para ombrear com o Flamengo e Palmeiras, que neste momento são os clubes que estão acima. Este ano acho que temos que somar Fluminense e Cruzeiro, que são muito fortes, e nós neste momento não estamos nesse nível. Temos jogadores cobiçados e procurados por outros clubes que têm qualidade, mas no seu todo sabemos que temos que fazer alguns ajustes – pontuou.
A paixão do torcedor brasileiro
O treinador alvinegro também foi perguntado sobre como é lidar com a paixão do torcedor brasileiro, em especial do Botafogo, e ele classificou essa pressão como um “privilégio”.
– Também sou apaixonado pelo futebol! Enquanto treinador, jogador ou agente direto do futebol, temos que ficar um pouco alheios a isso. Costumo dizer que, no Brasil, a depressão e a euforia distam três dias. Ganhamos hoje e estamos num estado de euforia tremendo. Perdemos três dias depois e entramos em depressão. Isso não pode acontecer! Acho que o segredo é tentarmos manter o equilíbrio, que é muito difícil – iniciou.
– Percebo a paixão e a emoção dos torcedores, percebo que às vezes o torcedor tem menos razão e mais paixão. Isto é normal e nós precisamos dessa paixão dos torcedores. Os treinadores e atletas têm que primeiro ter a razão e depois a emoção. Temos que ter esta capa protetora e esquecer o que nos rodeia. Primeiro a razão, só depois a emoção. A paixão dos torcedores é muito importante para mim, que também sou um apaixonado. É um privilégio sentir essa paixão – finalizou.
Por Redação NETFOGO · Como esta matéria foi feita
Fonte: FogãoNET
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Franclim vê elenco do Botafogo abaixo de quatro clubes no Brasil e compara situação com 2024: ‘É preciso uma gestão de expectativas real’