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Lyon cita ‘centenas de milhões de euros’ em transferências sem justificativa na era Textor e apresenta queixa-crime no MP francês
O Eagle Football Group, que administra o Lyon, divulgou um comunicado nesta segunda-feira (8/6) afirmando ter apresentado uma queixa-crime no Ministério Público
Lyon cita ‘centenas de milhões de euros’ em transferências sem justificativa na era Textor e apresenta queixa-crime no MP francês
O Eagle Football Group, que administra o Lyon, divulgou um comunicado nesta segunda-feira (8/6) afirmando ter apresentado uma queixa-crime no Ministério Público de Lyon por conta de “desorganização de operações” e “centenas de milhões de euros em fluxos financeiros executados sem justificação econômica”.
O comunicado fala que a apresentação é feita contra “pessoas desconhecidas”, alegando segredo judicial, mas diz que tais operações aconteceram entre maio de 2023 e junho de 2025, quando o clube francês tinha como controlador John Textor, ex-dono da SAF do Botafogo.
Um relatório de auditoria externa encomendado pelo Eagle Football Grupo alega que os atos podem ter configurado crimes como “apropriação indébita, apropriação indébita qualificada e cumplicidade, além de apresentação e divulgação de demonstrações financeiras falsas e disseminação de informações falsas ao mercado”. Botafogo e Lyon estão em negociações para solucionar dívidas um com o outro devido ao modelo de caixa único adotado na gestão John Textor. O acordo é considerado fundamental para que o Glorioso finalize a venda da SAF para a GDA Luma Capital.
Leia a íntegra do comunicado do EFG Group: “O Conselho de Administração do Eagle Football Group SA (“EFG” ou a “Empresa” e, juntamente com sua subsidiária OL SASU, “OL”), reunido em 8 de junho de 2026, analisou as conclusões de um relatório de investigação interna encomendado pela administração do OL em dezembro de 2025 a um escritório de advocacia externo, o qual foi apresentado à Empresa no início de junho de 2026. Esta investigação analisa uma série de transações realizadas entre maio de 2023 e junho de 2025 sob a gestão anterior do OL.
Conclui que houve uma desorganização deliberada das operações da empresa, aliada a uma opacidade sistemática na gestão financeira. O relatório destaca ainda centenas de milhões de euros em fluxos financeiros aparentemente executados sem justificação econômica, sobretudo em períodos de crises agudas de fluxo de caixa e atrasos no pagamento das contribuições para a seguridade social.
Em 4 de junho de 2026, o Eagle Football Group e a OL SASU, por recomendação de seus advogados, apresentaram queixa-crime contra pessoas desconhecidas (“X”) junto ao Ministério Público de Lyon, alegando atos que podem configurar crimes de apropriação indébita, apropriação indébita qualificada, cumplicidade, além de apresentação e divulgação de demonstrações financeiras enganosas e disseminação de informações enganosas ao mercado, nos termos dos artigos L. 242-6 do Código Comercial, 121-7 do Código Penal e L. 465-1 e L.
465-3-2 do Código Monetário e Financeiro.
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